Advogando em Portugal · Família
Sephora Marchesini, de camisola preta de gola alta, olha para a câmara com o braço cruzado à frente do peito

Primeiros Passos no Direito da Família

O mapa que você precisa ter antes de aceitar o primeiro caso de Família.

O que perguntar, onde procurar, quem pode intervir e qual o próximo passo, antes de prometer uma solução ao cliente.

Dois encontros online e ao vivo para advogados, advogados estagiários e solicitadores. Na primeira sexta-feira, a gente constrói o mapa da área; na segunda, aprende a se mover dentro dele.

  • Sextas-feiras, 30 de outubro e 6 de novembro de 2026
  • 10h00 às 12h30 e 14h00 às 17h00, hora de Lisboa
  • Online e ao vivo, com Sephora Marchesini
  • 10 módulos, 11 horas ao vivo
Quero garantir meu lugar

O cliente não chega ao escritório com o problema jurídico identificado

Chega uma mensagem.

Ana

Dra., quero me divorciar. Ele está de acordo. Quanto fica?

Pedro

Queremos casar com separação de bens, mas somos brasileiros. Disseram que temos de escolher a lei. Pode nos ajudar?

Bruno

A Segurança Social travou o abono e disse que preciso apresentar uma sentença sobre o meu filho. Quanto tempo demora para conseguir essa sentença?

Carla

Compramos uma casa ano passado. Agora vamos nos separar e os dois queremos ficar com a casa. Como fazemos?

Rui

Preciso de ajuda com uma questão de Família. A senhora faz esse tipo de processo?

Parece pouco. Mas antes de falar em preço ou prazo, tem uma pergunta anterior: isso é mesmo uma questão de Direito da Família? E, se for, Portugal pode intervir? E, mesmo podendo, é a lei portuguesa que se aplica?

E você sabe o que precisa descobrir antes de responder?

  1. O que está realmente em causa, e é mesmo uma questão de Direito da Família?
  2. Que informação ainda falta para conseguir enquadrar a situação?
  3. Há alguma questão que precisa ser tratada antes ou fora do Direito da Família?
  4. Portugal pode intervir? E, mesmo podendo, é o Direito português que se aplica a tudo o que está em causa?
  5. Você tem condições de assumir esse trabalho ou precisa estudar mais, procurar colaboração, estabelecer uma parceria ou encaminhar?

Saber onde procurar começa por saber o que procurar

Um caso de Família pode exigir muito mais do que encontrar um artigo do Código Civil. É preciso perceber que fontes entram, que vias existem, quem pode precisar intervir e quando o próprio advogado precisa trabalhar com outros profissionais.

O Livro IV do Código Civil é uma referência central, mas não contém sozinho tudo aquilo de que o advogado precisa para atuar em Direito da Família. Processo, proteção de crianças, organização judiciária, deontologia, Direito Internacional Privado e outras áreas do próprio Direito podem mudar o enquadramento e o caminho.

Às vezes, resolver uma questão familiar abre outra questão patrimonial, laboral, societária, fiscal ou internacional. O importante é perceber quando isso aconteceu, para não continuar tratando tudo como se estivesse dentro do mesmo problema.

O objetivo não é decorar diplomas. É construir repertório para saber onde começar a procurar e reconhecer quando a resposta exige sair dali e abrir outra frente de investigação.

Duas sextas-feiras, dez módulos

Sexta-feira, 30 de outubro: construir o mapa

A primeira sexta vale por si. É o mapa que eu fui montando a partir de 2016, processo a processo, organizado para você ter antes de atender o primeiro cliente de Família.

  • Módulo 1. Compreender o Direito da FamíliaPerceber o que integra a área, onde estão as suas fronteiras e quando uma situação que chega como "Família" exige olhar também para outro ramo do Direito.
  • Módulo 2. Saber onde procurarSaber que fonte consultar primeiro e reconhecer quando o Código Civil já não chega.
  • Módulo 3. Saber com quem trabalharReconhecer que instituições e profissionais podem entrar em um caso, e em que momento.
  • Módulo 4. Aqui não é o BrasilO vocabulário é muitas vezes parecido, e é justamente aí que mora o risco. Vamos usar alguns exemplos para mostrar onde conceitos aparentemente familiares funcionam de outra forma em Portugal e por que a memória jurídica brasileira precisa ser verificada antes de ser aplicada aqui.Não é uma aula de Direito comparado. É um alerta para os automatismos que aparecem quando já conhecemos um instituto por outro ordenamento.
  • Módulo 5. Saber quando Portugal não bastaReconhecer os sinais de que existe uma dimensão internacional e perceber quais questões precisam ser verificadas antes de assumir que a resposta está apenas no Direito português.

Sexta-feira, 6 de novembro: aprender a se mover dentro do mapa

  • Módulo 6. Do primeiro contacto à consultaSaber o que perguntar no primeiro contacto e o que deve ficar para a consulta.
  • Módulo 7. Diagnosticar o casoSeparar a narrativa do cliente das questões jurídicas que ela contém, identificar como elas se relacionam e perceber quando uma delas leva para fora do Direito da Família.
  • Módulo 8. Transformar o diagnóstico em caminhoDepois de identificar os problemas jurídicos, perceber que respostas podem existir, onde cada uma é tratada e o que ainda precisa ser estudado antes de avançar.
  • Módulo 9. Gerir o caso como advogadoDelimitar o que o cliente está contratando, pensar os honorários e conduzir o caso até o fechamento do dossier, dentro dos limites deontológicos da área.
  • Módulo 10. Continuar a saberComo continuar estudando depois da formação: livros, legislação, jurisprudência, formações, colegas e ferramentas que ajudam a se manter atualizado e a aprofundar cada matéria quando ela aparecer.

O que você passa a enxergar depois destes dois encontros

Ao final da formação, você não terá estudado cada instituto de Direito da Família em profundidade. Terá construído uma visão panorâmica da área que ajuda a localizar um problema, perceber com que ele se conecta e entender o que ainda precisa ser aprofundado.

Você passa a enxergar:

  1. o que efetivamente integra o Direito da Família, e o que apenas chega ao escritório com aparência de questão familiar
  2. os grandes blocos que compõem a área e como eles se relacionam
  3. quando uma questão resolvida faz surgir outra questão jurídica que precisa ser tratada separadamente
  4. onde o Livro IV do Código Civil deixa de ser suficiente
  5. que outras fontes, vias, instituições e profissionais podem entrar em jogo
  6. quando a nacionalidade, a residência, o lugar da celebração, a localização dos bens ou outros elementos obrigam a olhar além de Portugal
  7. como e onde estudar quando um tema concreto surgir
  8. onde procurar colegas, colaboração ou parceria quando não fizer sentido atuar sozinho
  9. os limites do que você sabe hoje, antes que seja o próprio caso a mostrar isso tarde demais

Isso também muda a forma como você aproveita as formações seguintes. Em vez de estudar divórcio, responsabilidades parentais, união de facto ou planeamento matrimonial como assuntos isolados, cada nova matéria passa a encontrar um lugar dentro do mapa.

Antes de aprofundar uma matéria, é preciso saber onde ela se encaixa no sistema, com o que se conecta e quando uma resposta abre uma nova pergunta.

Antes de aprender a fazer, é preciso entender onde está

Esta não é uma formação para ensinar você a fazer um divórcio, uma regulação das responsabilidades parentais ou uma partilha. Ela acontece antes disso.

Ao longo dos dois encontros, você constrói uma visão panorâmica do Direito da Família em Portugal: o que integra a área, onde procurar, que caminhos podem existir, quando outro ordenamento precisa ser considerado e como continuar estudando quando um assunto concreto aparecer.

Você não sai daqui sabendo executar qualquer processo de Família. Sai sabendo localizar melhor o problema dentro do sistema, reconhecer os limites do que já sabe e perceber o que precisa aprofundar antes de avançar.

Para quem ainda não atua regularmente em Família

A formação foi pensada para advogados, advogados estagiários e solicitadores que querem uma base organizada antes de aceitar, ou de continuar a aceitar, casos de Família. Em especial:

  • colegas de outras áreas que querem entrar em Família com critério
  • quem aprendeu Família aos pedaços, processo a processo, sem nunca ter visto o sistema inteiro
  • quem trabalha em imigração e nacionalidade e vê os próprios clientes trazendo questões familiares
  • quem pensa em Família como um novo braço do escritório, por parceria ou colaboração, e quer entender se existe ali um mercado a explorar e se este é o momento
  • quem estudou Direito fora de Portugal e precisa entender como o sistema português se organiza

Você não precisa chegar à formação decidido a atuar em Família. Entender a área também é uma forma de decidir se quer desenvolvê-la, encaminhá-la ou incorporá-la ao escritório por meio de colaboração e parceria.

Retrato de Sephora Marchesini, com cabelo comprido ondulado e camisola preta, olhando para a câmara

O mapa que eu tive que construir sozinha

  1. 2015

    Me inscrevi na OAB/PR em agosto e na Ordem dos Advogados em Portugal em outubro. Comecei a advogar sem ter feito o estágio cá e sem um patrono que me mostrasse a prática.

  2. 2016

    Em fevereiro, recebi a minha primeira nomeação pelo apoio judiciário, e foi em Família. Em março, fiz a minha primeira intervenção em tribunal, também em Família.

    Muitos dos meus primeiros clientes eram estrangeiros, sobretudo brasileiros, também pela minha nacionalidade e pelo trabalho inicial ligado à imigração. Família apareceu naturalmente nessa carteira. Depois vieram os clientes privados, as indicações, as colaborações e as parcerias.

    E os casos foram ficando menos portugueses do que pareciam:

    • famílias com mais de uma nacionalidade
    • casamentos celebrados no estrangeiro
    • filhos entre países
    • património fora de Portugal
    • decisões que precisavam circular

    Isso me obrigou cedo a duas aprendizagens: não importar o Direito brasileiro e reconhecer quando Portugal não basta. Daí em diante, foi estudo, cursos, formação contínua e prática.

  3. 2018

    Dei as primeiras formações para advogados, e assim nasceu o Advogando em Portugal.

  4. 2021

    O escritório passou a ter foco em Família.

  5. 2022

    Em fevereiro, me tornei doutora pela Universidade de Coimbra. No mesmo ano, recebi as minhas primeiras orientandas.

  6. 2023

    Tive a minha primeira turma de Direito da Família na licenciatura, na Universidade Lusíada.

  7. Hoje

    Sou professora regente de Direito da Família e de Direito das Sucessões na Universidade Lusíada, no Porto, onde leciono também Responsabilidade Civil e, no mestrado, Responsabilidade Civil Médica.

Em 2026, chegou o momento de ensinar o mapa inteiro aos colegas advogados, não apenas partes dele.

O que os colegas dizem

Quem está pensando em começar em Família

Quero muito “entrar” em família. Mas quero pelo menos ter uma noção básica para não fazer m*%#@ de imediato 🤣🤣🤣

tenho atuado nesta área. E é aquela coisa, aprendendo na raça rsrsrs […] Mas sinto falta de um curso a respeito

Pra família eu teria que começar do zero, só sei o básico que tive q me virar pra interligar com o migratório

E o tema é pesado, trabalhar com família demanda preparação 🧠🧠

Sobre aulas que eu já lecionei

extremamente enriquecedora essa aula, não sabia dessas nuances do direito internacional de família

Que aula maravilhosa, quanta situação diferente do que somos acostumado na nossa lei brasileira.

Quantos detalhes que se tornam solução ou não de um caso.

Adoro de verdade suas aulas, sua didática.

que aula enriquecedora, um novo mundo a ser explorado na minha advocacia / nem de longe foi rasa, muitos ensinamentos valiosos

O conteúdo esta bem estruturado, fácil de acompanhar e ao mesmo tempo aprofundado o suficiente para gerar aprendizado consistente para aplicação no cotidiano profissional. A didática é clara, o que facilita muito a compreensão.

nunca aprendi tanto em uma matéria em tão pouco tempo

Desde 2023, vocês pedem uma formação de Família

  1. 2023

    os meus dois sonhos de consumo são: […] poder fazer o seu curso de direito de família, então sim, temos demanda reprimida

  2. 2023

    Isso é pressão pra vc lançar o curso de família, se faz favor!! Kk

  3. 2024

    Aguardando pelo curso de direito da família para preparar-me para o CEJ 🙏🏾

  4. 2026

    Gostaria de saber se há alguma previsão para a abertura do curso de Direito de Família, tenho muito interesse.

  5. 2026

    Aguardando curso de família 🥲🥲🥲

  6. 2026

    Agora ela chegou.

Uma formação construída ouvindo colegas

Antes de fechar o conteúdo, perguntei a um grupo de colegas como preferiam fazer esta formação. Foram eles que escolheram as duas sextas-feiras, 30 de outubro e 6 de novembro, em vez de dois dias seguidos.

Também perguntei o que mais trava cada um quando aparece um caso de Família. As respostas mostraram onde está o peso.

Quando aparece um caso de Família, o que mais te trava hoje?

  • Medo de aceitar o caso e errar21 votos
  • Casos com Brasil, outro país ou bens fora20 votos
  • Saber quanto cobrar e o que incluir15 votos
  • Perceber se é mesmo Família ou outra área0 votosNinguém marcou. Nos dois encontros, vou mostrar por que nem sempre é Família.
  • Saber quando encaminhar ou fazer parceria0 votosNinguém marcou. Às vezes, encaminhar ou trabalhar em parceria resolve muito mais do que quebrar a cabeça sozinho.
Votos de colegas num grupo de WhatsApp, outubro de 2026. Cada pessoa podia escolher mais de uma resposta.

O medo de errar atravessa os módulos 7 e 9. Nos módulos 4 e 5, o foco é reconhecer quando o caso tem ligação com o Brasil ou com outro país e que perguntas fazer antes de aplicar a lei portuguesa. E quanto cobrar aparece no módulo 9.

Sephora Marchesini de perfil, sorrindo, olhando para a luz

Garanta seu lugar

Ingresso ao vivo: 197 €

Os dois encontros ao vivo, 30 de outubro e 6 de novembro, 11 horas no total.

Quero o ingresso ao vivo

É muito conteúdo para aproveitar uma vez só

Com a gravação, você volta a cada bloco quando o tema aparecer na prática.

Ao vivo + gravação: 297 €

Os dois encontros ao vivo + slides + gravação editada em mini-aulas, com 6 meses de acesso a contar da compra.

A gravação será disponibilizada em até 15 dias após o segundo encontro.

297 € para compras até 20 de novembro. Depois dessa data, 397 €.

Quero o ingresso com gravação

Valores com IVA incluído. Antes de comprar, veja nas perguntas frequentes «Atenção à cobrança do IVA».

Perguntas que costumam chegar

Preciso já atuar em Direito da Família?

Não. A formação parte do princípio de que você ainda não atua regularmente na área e constrói o mapa desde o início.

Posso levar um caso meu para a gente analisar?

Não. A formação não inclui análise de casos concretos dos participantes.

E se eu não conseguir estar nos dois encontros do início ao fim?

O ingresso com gravação resolve isso: a gravação editada em mini-aulas é disponibilizada em até 15 dias após o segundo encontro, com 6 meses de acesso a contar da compra.

Recebo os slides?

Só com o ingresso ao vivo + gravação. O ingresso ao vivo não inclui os slides.

A que horas é?

Das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, hora de Lisboa.

Como acesso a formação?

A compra é feita pela Hotmart. Na sua área de aluno da Hotmart, você vai encontrar o link de acesso à sala de aula, onde os dois encontros acontecem ao vivo pelo Microsoft Teams.

Sou aluno do Portal Advogando em Portugal. Tenho desconto?

Sim. Alunos do Portal têm 15% de desconto. Use o código de desconto do Portal no checkout da Hotmart. O desconto não é cumulativo com outros códigos.

Atenção à cobrança do IVA

Os valores têm IVA incluído. Se você tiver NIF ou número de IVA validado no VIES, o sistema europeu de validação de números de IVA, e atuar em prestação de serviços intracomunitários, poderá ser aplicável a autoliquidação, com redução do IVA no checkout da Hotmart.

Antes de concluir a compra:

  • insira corretamente seu NIF no checkout
  • verifique se ele está válido no VIES: ec.europa.eu/taxation_customs/vies
  • confira o valor final que a Hotmart apresenta antes do pagamento

A fatura é emitida pela Hotmart.

A primeira formação da linha de Família

É a primeira formação da linha de Família porque foi pensada para vir antes das formações temáticas: primeiro o mapa; depois, o aprofundamento de cada matéria.

A mensagem é a mesma. O que muda é o que você consegue enxergar nela.

«Dra., quero me divorciar. Ele está de acordo. Quanto fica?»

No primeiro contacto, parece uma pergunta sobre preço.

Depois de construir o mapa, você percebe que ainda existem perguntas anteriores: o que realmente está em causa, que informação falta, que sistema jurídico entra, onde procurar e se você está preparado para assumir aquele trabalho.

Primeiros Passos no Direito da Família não entrega uma resposta pronta para cada mensagem que vai chegar ao seu escritório. Entrega o mapa para você saber o que precisa descobrir antes de responder.

Sextas-feiras, 30 de outubro e 6 de novembro de 2026, online e ao vivo.

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